22/06/2011 - 10:39:51
Entrevista com o prof. Dr. Luiz Bernardo Pericás
Luiz Bernardo Pericás confessa ser um apaixonado pelo cangaço. Quando assistiu ao filme de Glauber Rocha, Deus e o diabo na terra do sol, ainda garoto, experimentou amor à primeira vista. Paixão essa consumada agora com o lançamento do seu livro Os Cangaceiros, já considerado como uma referência sobre a temática.
Em entrevista exclusiva aos Cadernos do Tempo Presente, o professor Pericás fala sobre sua formação, pesquisas e de Os Cangaceiros que, segundo ele, reflete sobre as relações entre coronelismo e política, cangaceiros e banditismo no Nordeste. Fruto de meticulosa pesquisa e contribuições de entrevistas com outros autores da área, a obra mal chegou às prateleiras e já é um sucesso entre leitores interessados em interpretações sobre o Nordeste brasileiro, ao tratar da complexidade deste fenômeno social em todas as suas particularidades.
Cadernos GET: Vamos começar com algumas informações de ordem biográfica. Conte-nos um pouco sobre a sua formação.
Prof. Pericás: Nasci no Rio de Janeiro e morei em Brasília, Lisboa, Copenhague, Washington, São Paulo, Cidade do México, Austin (Texas) e Camberra, na Austrália. Sou formado em História pela George Washington University, doutor em História Econômica pela USP, pós-doutorado em Ciência Política pela FLACSO (México), onde fui professor convidado. Fui também Visiting Scholar na University of Texas at Austin e Visiting Fellow na Australian National University em Camberra. Ao longo dos anos, publiquei artigos em revistas e jornais no Brasil e no exterior, e organizei, traduzi e prefaciei livros de diversos autores, como Jack London, John Reed, James Petras, Edward Said, A. Alvarez, Christopher Hitchens, Slavoj Zizek e José Carlos Mariátegui. Sou atualmente membro do Conselho Consultivo da Cátedra José Carlos Mariátegui, no Peru. Tenho vários livros publicados, entre os quais, Che Guevara and the Economic Debate in Cuba (Nova Iorque, Atropos Press, 2009), que também foi traduzido para o espanhol e que será lançado ainda este ano na Argentina; Mystery Train (São Paulo, Brasiliense, 2007); e Os cangaceiros: ensaio de interpretação histórica (São Paulo, Boitempo, 2010). Fui pesquisador do CBELA (Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos/USP) e da Fundap (projeto Memória Paulista), São Paulo e professor-pesquisador da FLACSO (Facultad Latino-Americana de Ciencias Sociales), sede acadêmica do Brasil.
Cadernos GET: O seu livro Os Cangaceiros rapidamente foi indicado como referência obrigatória sobre o tema e tem recebido críticas muito positivas. Como explicar isto?
Prof. Pericás: Creio que a seriedade da pesquisa, a forma como estruturei o livro e minha interpretação do cangaço são alguns dos motivos pelo êxito da obra entre a crítica e o público em geral. Uma parte importante do trabalho do historiador é saber fazer as perguntas certas, e creio que consegui responder a vários questionamentos e indagações ao longo do processo de pesquisa. Alguns anos atrás decidi ler com mais cuidado o que havia sido escrito sobre o tema e percebi que havia grandes possibilidades de ir além, de tentar avançar nos estudos sobre o cangaceirismo. Notei que havia uma grande diversidade de teorias e interpretações, muitas vezes conflitantes, contraditórias, assim como trabalhos que estavam longe de representar verdadeiros “estudos”, trabalhos de maior fôlego e profundidade. Boa parte das obras era de caráter biográfico, em geral, textos narrativos sobre a vida de Lampião. Mas estudos com um escopo temporal mais dilatado, incorporando cangaceiros de outras épocas e que discutissem questões de fundo sobre o assunto eram poucos e nem sempre bons. Várias obras de teor mais “analítico” também me pareciam datadas, excessivamente influenciadas por traços ideológicos da época em que foram escritas e relativamente pobres em termos de pesquisa. A impressão que tive é que certos autores já tinham a resposta antes de escreverem seus livros, e tentavam moldar os fatos às suas propostas, ou seja, colocavam os fatos dentro de uma “camisa-de-força” teórica, para justificar seus posicionamentos políticos. Por isso, achei que valia a pena tentar dar uma nova contribuição nesta área. Minha intenção não foi, em nenhum momento, ser polêmico, mas apenas lançar luz a novas variáveis e enfatizar alguns aspectos do cangaço que por vezes foram negligenciados ou, pelo menos, pouco explorados por outros autores. Ou seja, eu quis, na prática, abrir a possibilidade para novos debates e discussões sobre o assunto.
Há dezenas de livros sobre o cangaço. Desde Gustavo Barroso e Xavier de Oliveira, passando por Ranulfo Prata, Érico de Almeida, Optato Gueiros, Rodrigues de Carvalho e Abelardo Montenegro até chegar a autores como Maria Isaura Pereira de Queiroz e Frederico Bezerra Maciel (entre muitos outros), vários estudiosos do banditismo rural nordestino tentaram entender o cangaço a partir de diferentes vertentes político-ideológicas e variadas perspectivas historiográficas. Muitas obras são de qualidade duvidosa, algumas delas com linguagem bastante preconceituosa e com escasso caráter científico. É possível encontrar livros bastante tendenciosos, alguns escritos na época em que o cangaço grassava, carregando nas tintas os atos dos bandoleiros e usando muitas vezes os argumentos das forças da legalidade para apoiar uma dura repressão àqueles bandos. Também houve, por outro lado, autores que tentaram transformar os cangaceiros em “heróis” populares, quase Robin Hoods sertanejos, em grande medida, baseados mais em lendas e “causos” do que em fatos concretos, claramente distorcendo a realidade. Mas há obras sérias, profundas, sofisticadas sobre o assunto. Frederico Pernambucano de Mello escreveu um dos mais sérios livros sobre o tema, Guerreiros do sol, hoje já considerado um clássico sobre o cangaceirismo. Recentemente ele lançou Estrelas de couro, a estética do cangaço, uma obra também excelente. Os brasilianistas Billy Jaynes Chandler e Linda Lewin, por seu lado, deram importantes contribuições nesta área. No campo acadêmico brasileiro, temos um trabalho publicado alguns anos atrás, do antropólogo Jorge Mattar Villela, O povo em armas, muito útil para pesquisadores. E, finalmente, no meio jornalístico, Melchíades Rocha, que realizou um trabalho de campo bem interessante, uma grande reportagem, logo após o assassinato de Lampião, que foi publicada em forma de livro com o título Bandoleiros das catingas, e, em anos recentes, uma “reportagem-histórica” também interessante, escrita pelo jornalista Moacir Assunção, Os homens que mataram o facínora, que vale a pena ser mencionada.
Cadernos GET: O que o levou a se interessar pelo cangaço?
Prof. Pericás: Desde meus tempos de garoto me interesso pelo tema, mas, como a maioria dos brasileiros, o que eu conhecia eram versões ficcionalizadas ou romantizadas do cangaço. Talvez a primeira experiência que me marcou profundamente em relação ao assunto foi Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha. Na verdade, assisti a uma grande quantidade de filmes sobre o tema, como O cangaceiro, de Lima Barreto, Memória do cangaço, de Paulo Gil Soares e Thomas Farkas, Corisco, o diabo loiro, de Carlos Coimbra, Baile perfumado, de Lírio Ferreira e Paulo Caldas, Corisco e Dadá, de Rosemberg Cariry, entre tantos outros. E li bastante sobre o banditismo rural nordestino, desde obras acadêmicas até cordéis. Por outro lado, eu gostava muito dos quadrinhos do Jô Oliveira, o que deve ter me influenciado de alguma maneira também. Com o passar do tempo, tudo isso foi aguçando meu interesse sobre o cangaço.
Cadernos GET: Como se deu o processo de pesquisa e escrita desta obra?
Prof. Pericás: Li uma grande quantidade de livros sobre o cangaço e temas correlatos, conversei com pesquisadores e estudiosos do banditismo rural nordestino, viajei pelo agreste e sertão de vários estados da região, consultei revistas, jornais e documentos, e passei um ano como Visiting Scholar na Universidade do Texas, em Austin (capital daquele estado), que possui uma das maiores bibliotecas dos Estados Unidos sobre temas latino-americanos, a Benson Library. Boa parte do livro foi escrita naquele local.
Cadernos GET: Você entrou numa seara que tradicionalmente foi dominada por pesquisadores do Nordeste. Quais as reações a isto? Há desinteresse de pesquisadores do Sul e Sudeste por temáticas como o cangaço?
Prof. Pericás: Na verdade há pesquisadores do cangaço no Sudeste e até mesmo em outros países. O número de estudiosos nordestinos, por certo, é significativo, mas há diversos autores que são (ou foram) do Sudeste ou que estão (ou estavam) radicados na região. Entre eles, Amaury Correa de Araújo, Christina Matta Machado, Maria Isaura Pereira de Queiroz, Jorge Mattar Villela, Melchíades Rocha e Moacir Assunção, só para citar alguns poucos. E há, como comentei antes, estrangeiros que estudaram o assunto (e que vivem no exterior), como Linda Lewin, Billy Jaynes Chandler, Élise Jasmin, Gregg Narber. Mas, de fato, os nordestinos são maioria. De qualquer forma, conversando com leitores e pesquisadores do Nordeste e viajando para a região, tenho sentido uma calorosa recepção do livro por lá. Ouvi muitos comentários favoráveis recentemente.
Cadernos GET: Os cangaceiros mantinham relações um tanto complexas com coronéis de estados como Sergipe, Paraíba, Bahia, Alagoas, Ceará e Pernambuco. Qual a influência dos coronéis no cangaço e quais os usos que eles efetivamente poderiam fazer dos cangaceiros? Além disso, no decorrer de sua obra você demonstra o quão tênue era a relação estabelecida entre os cangaceiros e as populações sertanejas. Quais os principais aspectos que contribuíram para tornar esta relação tão complexa? E, afinal de contas, para você, quem foram os cangaceiros?
Prof. Pericás: O cangaço é um fenômeno social complexo, e seria interessante aqui fazer alguns comentários sobre a estrutura dos bandos, suas ações e intenções, sua relação com os potentados rurais e com a massa da população sertaneja. É certo que boa parte dos bandos, a “arraia miúda”, o rank and file dos bandoleiros, tinha origem popular. Mas é bom lembrar que aqueles grupos tinham estrutura hierárquica, nos quais as lideranças, por vezes, eram de estratos mais altos da sociedade sertaneja e davam a tônica da atuação do grupo. Esses “chefes” de grupos não tinham nenhum objetivo de mudar a situação social da região, nem de se aliar às camadas mais pobres do sertão nordestino. Alguns líderes do cangaço eram “coronéis” (ou filhos destes), descendentes de membros da Guarda Nacional e de latifundiários, e aliados de parte da elite local (mesmo que fossem inimigos de “outros” políticos e fazendeiros). Eles viam a massa anônima do cangaço, aqueles indivíduos sem grande expressão nos grupos, como seus “empregados”. E estes, consideravam as lideranças como “patrões”. Houve muitas diferentes motivações (que poderiam variar de indivíduo para indivíduo) para o ingresso no cangaço, mas é possível que nenhuma destas tivesse como objetivo lutar por câmbios “revolucionários”. Nunca houve qualquer intenção de mudança social por parte dos cangaceiros. Só no cinema e literatura, ou seja, em obras de ficção. Obras, em geral, produzidas a posteriori, e utilizando o cangaceiro como símbolo de luta política, como metáfora da insurreição do homem do povo contra o regime vigente. Na verdade, os cangaceiros praticavam crimes hediondos, repetidamente. Seus crimes, em geral, não eram circunstanciais. Ou seja, o cangaço acabava se tornando um meio de vida, no qual, por anos seguidos, indivíduos cometiam crimes como torturas, sequestros, estupros, roubos e assassinatos. E cometiam essas atrocidades indistintamente, tanto contra alguns “coronéis”, como também contra policiais e contra o próprio “povo” pobre local. Há muitos relatos de torturas e assassinatos cometidos por Lampião, Zé Baiano e outros contra “trabalhadores”, “cassacos”, “agricultores”, gente comum do povo, sem nenhuma piedade ou remorso. Não havia, portanto, identidade de classe entre os cangaceiros e a população mais pobre. Na prática, Lampião preferia se relacionar com “coronéis” e “políticos” (em geral, gente poderosa, conservadora e até mesmo “reacionária”), do que com o “povo” sertanejo. Afinal, vários “coronéis” davam proteção, abrigo e auxílio aos cangaceiros, e muitas vezes lhes forneciam armas e munição. Talvez o caso mais emblemático em relação a Lampião, por exemplo, foi sua aliança com Floro Bartolomeu e o Padre Cícero para lutar como “capitão” de um Batalhão Patriótico contra a Coluna Prestes. Em outras palavras, Virgulino Ferreira estava junto do que havia de mais retrógrado, conservador e reacionário na época, o “coronelismo” e a Igreja. E para lutar ao lado governo Artur Bernardes, ou seja, do lado do establishment, da legalidade, justamente contra Luiz Carlos Prestes e seus homens. Ele, na prática, estava sendo arregimentado para combater quem representava, de fato, a oposição e a rebeldia contra o sistema vigente. Naquela ocasião, Lampião não teve intenção de combater o Estado nacional ou as injustiças do sertão. Outro caso sintomático da relação do “rei” dos cangaceiros com setores da classe dominante rural nordestina foi a estreita amizade de Virgulino Ferreira com o então capitão e médico militar Eronildes de Carvalho (filho do “coronel” e latifundiário Antônio Carvalho). Vale lembrar que Eronildes mais tarde se tornaria governador de Sergipe e, como tal, criaria dificuldades para a ação da polícia no interior do estado, com intuito de proteger o bandoleiro. Há uma foto emblemática de Lampião, na fazenda Jaramataia, naquele mesmo estado, tirada pelo próprio Eronildes, em 27 de novembro de 1929, em que o “rei” dos cangaceiros está fazendo uma pose, usando botas militares presenteadas pelo futuro governador. A amizade deles é bem conhecida e significativa.
É bom lembrar também das tropas volantes, que eram, em grande medida, mal preparadas e mal treinadas. Recebiam pagamentos irrisórios, ou, como se diz, salários de fome. Seus soldados, em boa parte, eram homens da mesma região e da mesma origem étnica e social dos cangaceiros. Ou seja, gente da mesma “massa e encarnadura”, como disse, certa vez, um conhecido comentarista do tema. Se um jovem cometia algum crime contra outra família e entrava no cangaço, era muito provável que algum parente daquele atacado ou assassinado ingressasse nas volantes para perseguir e punir seu rival. E vice-versa. Há casos de cangaceiros que abandonaram o cangaço e se tornaram policiais, assim como soldados das volantes que largaram a polícia e se fizeram bandoleiros. A situação, ali, era relativamente fluida quando se tratava especificamente da atuação de cangaceiros e volantes. As tropas volantes, de fato, podiam ser tão ou mais violentas que os cangaceiros, agindo com extrema agressividade e arbitrariedade, e isso quiçá fizesse com que parte da sociedade sertaneja se voltasse para os bandoleiros como símbolos da luta contra as autoridades. Por outro lado, os cangaceiros eram tão violentos que a população, em geral, tinha pavor deles. Várias vezes ocorria que, ao ouvir o boate da aproximação de cangaceiros em algum lugarejo, os moradores locais saíam correndo em disparada, desesperados. A maior parte da população sertaneja, na verdade, não se tornou nem parte das volantes, nem integrante de bandos de cangaceiros. Em realidade, o “povo” ficava num “fogo cruzado” entre esses dois grupos. A população era de “trabalhadores”, e em geral, não tinha interesse em ingressar no banditismo ou na polícia, a não ser que tivesse de se proteger dentro de uma dessas “organizações” ou que as utilizasse como meio de vingança contra entreveros, normalmente, familiares.
Cadernos GET: Em 2007, você publicou um livro chamado Mystery Train, uma obra que mergulha na geografia e na cultura dos Estados Unidos. De onde surgiu a ideia para um trabalho deste tipo?
Prof. Pericás: Os autores que mais me inspiraram, neste caso, foram Jack Kerouac e Jack London, especialmente seus On the Road e The Road, respectivamente. São memórias de viagens “reconstruídas”, com tratamento literário. Gosto muito do gênero de narrativas de viagem, desde Henry Miller e The Air-conditioned Nightmare até Thor Heyerdahl, com o empolgante (e por vezes criticado) The Kon-tiki Expedition. Vale aqui mencionar também os quadrinhos, especialmente o Corto Maltese, de Hugo Pratt. Eu já havia escrito um livrinho memorialístico antes, bem curto, Um andarilho das Américas, sobre minhas viagens de mochila por vários países do continente americano, de navio cargueiro, em trens, em carrocerias de caminhões, pegando caronas. Mais tarde, entusiasmado com algumas obras dos autores já mencionados, e querendo conhecer melhor os Estados Unidos (onde eu já havia morado por alguns anos), cruzei o país inteiro de trem, de Nova Iorque até a Califórnia, ida e volta, vendo paisagens, conversando com as pessoas, frequentando espeluncas, colecionando histórias. Naquela obra falo das cidades, da música, das lutas políticas, do movimento operário, da situação social. Ou seja, ao longo do trajeto, ia fazendo anotações e depois escrevi o livro, que mistura minha jornada de trem com a história política e cultural daquele país.
Fonte:Getempo.org
11/02/2011 - 10:44:33
Diminuição da criminalidade é fantasiosa?
Recentes reportagens trazem informações sobre a diminuição dos crimes nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. Trata-se de uma verdade que não deve ser comemorada como grande feito, pois os índices de violência continuam astronômicos. A camuflagem sobre os números é percebida na linguagem utilizada no site da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ao informar a diminuição em percentuais, mas não traz os números absolutos da criminalidade.
Informa-se, por exemplo, que em 2010 os roubos de cargas diminuíram em 482 casos, que corresponde a 6,2% com relação a 2009. Os roubos em geral foram reduzidos em 23.591 casos. A informação seria mais condizente com a função pública se trouxesse o número absoluto do total de roubos, correspondente aproximadamente a 8.033 roubos de cargas e a 262.122 os roubos em geral.
Cabe explicar que roubo significa a coisa retirada ou a pessoa é forçada a entregar sob violência ou grave ameaça. Dentre os roubos não estão incluídos os furtos, quando os objetos são retirados sem o uso da força e sem a percepção imediata da pessoa furtada. Além disso, deveria haver pesquisa de quantos roubos não foram notificados, por falta de confiança nas polícias.
Sobre criminalidade no Brasil o que se disser é café requentado, assim como sobre as mortes resultantes das chuvas de verão no Brasil. Porém, cabe destacar que ninguém faz uma pesquisa, um estudo sobre os fatores que permitiram a violência chegasse ao patamar atual, de descontrole generalizado em todo o país, com maior gravidade em alguns estados. Mas as autoridades repetem todo dia que as decantadas medidas cabíveis estão sendo tomadas, cantilena que se ouve até de papagaios, mas sem resultados satisfatórios.
As cidades pequenas viraram destino seguro de carros e motos roubadas nos grandes centros. Comprar e vender carros e motos sem documento se tornou uma rotina natural. Alguém precisa explicar por que as autoridades não acabam com essa indústria do crime, apenas obrigando as polícias a fazerem blitze para exigirem a documentação desses veículos e apreenderem os que não estivessem em ordem. Este tipo de crime só cresce, se expande por todo o país, e nada é feito de concreto no combate.
A violência tornou-se o principal fator de alteração da geografia brasileira nos últimos anos. Em razão de insegurança, ninguém mora mais isolado na zona rural. Pequenos vilarejos são formados porque as pessoas se sentem mais seguras. Roubo e furto de animais, de galinha a boi, de arame de cerca, são parcos exemplos do descontrole absoluto na zona rural. As pessoas começam a reagir aos ladrões por conta própria, devido à ausência absoluta da polícia.
Como a maioria das delegacias nem funcionam à noite, muito menos atendem ao telefone, quando pessoalmente alguém consegue avisá-la de um crime, virou praxe a polícia não aparecer por falta de gasolina ou álcool nas viaturas. Isso merece uma investigação, já que deve haver uma quota destinada a cada localidade. Se verdadeira essa situação, seria mais coerente retirar as viaturas, pois viatura sem gasolina seria como um hospital com médico, mas sem aparelho e remédio.
Caberia verificar quanto dessa diminuição está relacionada à ausência de registro das ocorrências. Sem dúvida existem mais crimes do que os números oficiais apontam. Mesmo com certa desconfiança com relação à exatidão, os saites das secretarias de Segurança deveriam facilitar o acesso aos números. Na página virtual da Secretaria de Segurança de São Paulo só com muito trabalho se chega a esses números.
Por enquanto, cada governo afirma que ninguém trabalhou tanto quanto o seu no combate à violência; que as medidas estão sendo tomadas e que estão trabalhando. Nada mais óbvio. As medidas nunca são detalhadas e mesmo as mais comezinhas, como blitze permanentes, não são vistas pela população. É preciso descobrir como a sociedade forçará às autoridades encararem a criminalidade com ações firmes, concretas e com a seriedade devida.
Talvez por sermos uma maioria crente em Deus, as polícias militares brasileiras sejam parecidas com Jesus Cristo. Ninguém as vê, mas não se tem dúvida que elas existam. Nada é mais desolador e explicativo, por si, do que a diminuição da criminalidade ficar em trezentos mil roubos somente no estado de São Paulo no período de um ano. Esse número exige calculadora. Ponto para eles.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
Bel. Direito
0/0/2010 - 17:38:15
Projeto Pêlo Próximo lança campanha para ajudar animais e vítimas da Região Serrana
O Projeto Pêlo Próximo - Solidariedade em 4 patas, que realiza um trabalho filantrópico de pet terapia, acaba de lançar uma Campanha para ajudar as vítimas das enchentes da Região Serrana. A prioridade do grupo é ajudar as pessoas e os animais das áreas de São José e Areal, que pouco tem recebido ajuda.
Na próxima segunda-feira (17), o grupo já irá enviar para Petrópolis as doações arrecadadas até o próximo domingo e posteriormente, irão levar o restante das doações no próximo fim de semana. A campanha já conta com postos de coleta em vários bairros do Rio. O grupo de voluntários está arrecadando rações, medicamentos, alimentos não perecíveis, jornais, produtos de limpeza, água mineral, material de primeiros socorros, roupas, cobertores e colchonetes.
“Nossa intenção é ajudar as áreas que estão com dificuldades de receber doações. Ficamos sabendo que em São José, existem mais de 400 animais que necessitam de ajuda. Na segunda-feira, iremos carregar um caminhão com as doações arrecadadas. Já conseguimos da Pet Shop Bicho Bacana, a doação de 140 kgs de ração.Solicitamos a todos que quiserem ajudar , que entrem em contato conosco pelo email (peloproximo@gmail.com) ou encaminhe as doações para os postos de coleta da campanha” – finaliza Roberta Araújo.
POSTOS DE COLETA CAMPANHA SOMENTE PRODUTOS PETS:
LEBLON - ANIMAL CARE - Av. Bartolomeu Mitre, 455 - lojas 106 e 107 Tel: (21) 2511-8000 - telefax: (21) 2259-5176
ITAIPAVA - O FABULOSO MUNDO DOS PETS - Estrada União Industria, 10510
COPACABANA: Lojas Bicho Bacana Rua santa Clara 110, Rua Paula Freitas 61
BOTAFOGO: Patas & Penas - Rua Voluntários da Pátria, 374
URCA: PATAS & PENAS - Rua Marechal Cantuária, 70 - loja B
NORTESHOPPING - Patas & Penas - Rua Dom Hélder Câmara, 1 piso
GAVEA - Loja Pet Gávea - Rua Marquês de São Vicente, 07
BARRA DA TIJUCA - Loja Áquário Pet Barra - Av. Ayrton Senna, 3383 - loja 149
POSTOS DE COLETA CAMPANHA PET E VÍTIMAS DAS ENCHENTES:
TIJUCA - Pet Shop Sheik - Rua Barão Mesquita, nº 891, A
FLAMENGO: RUA CORREA DUTRA 99 LJ.05 (DISTRIBUIDORA COSTA LEIVAS)
MEIER: COM CARLA BELLO - 8829-902
Alessandra Fabro
0/0/2010 - 17:38:15
Calendário carioca traz fotos de animais em pontos turísticos
O 'Projeto Pêlo Próximo - Solidariedade em 4 patas', que realiza um trabalho
filantrópico de terapia canina em várias instituições do Rio de
Janeiro,acaba de lançar para todo o Brasil , o calendário "O Rio Pêlo
Próximo" com fotos dos animais em vários pontos turisticos do Rio de
Janeiro. Parte da renda arrecadada com a venda do material será destinada ao
Abrigo João Rosa - localizado em Pilares, zona norte do Rio - que cuida
atualmente de 200 animais abandonados.
O calendário, que pode ser adquirido pelo site do projeto, traz fotos
tiradas no Aterro do Flamengo, Sambódromo, Arpoador, Urca, Pedra Bonita,
Enseada de Botafogo, Lagoa, Quinta da Boa Vista, Arcos da Lapa, Trem do
Corcovado, Parque Guinle e Praia de Copacabana. O calendário custa R$15,00
com 14 folhas e formato A4.
"Levamos dois meses fotogrando os animais, mas valeu a pena, o resultado
está maravilhoso. - afirma Roberta Araújo, coordenadora geral do Projeto
Pêlo Próximo.
Participaram da iniciativa a fotógrafa Luciana Botelho e a empresa
GVSolutions, de São Paulo, que produziram as fotos e o design da obra sem
ônus ao projeto.
Os interessados em adquirir ou distribuir o calendário em outros Estados
podem entrar em contato pelo email
peloproximo@gmail.com ou pelo site www.peloproximo.com.br
Alessandra Fabro
0/0/2010 - 17:38:15
Piauienses já aproveitam descontos da compra coletiva na internet
Seguindo a tendência de sites internacionais, o modelo de compras coletivas estreou oficialmente no Brasil em março deste ano, através do site PeixeUrbano. Com o enorme sucesso da experiência, desde então, foram lançados mais de 300 websites que disponibilizam descontos coletivos a seus usuários, atraindo investimentos cada vez maiores. N
o Piauí este tipo de mercado é recente, mas já oferece grandes promoções. Sites como o Zona Off (www.zonaoff.com.br) e Os Mosqueteiros (www.osmosqueteiros.com.br) disponibilizam ofertas diárias especificamente para Teresina, levando mais oportunidades ao consumidor de economizar e adquirir produtos e serviços que lhe interessem.
Em todo o Brasil, diversos sites do tipo disponibilizam milhares de novas ofertas todos os dias, o que pode deixar o internauta confuso, sem saber qual é a melhor oportunidade de compra para ele.
Baseados nesta demanda, o publicitário Mateus Moraes e o jornalista Vinícius Mello criaram o Nosso Desconto (www.nossodesconto.com.br), um site onde todas as ofertas de Compra Coletiva encontram-se reunidas e catalogadas de uma maneira prática e objetiva. "Nós mesmos ficávamos confusos com tantas ofertas e cidades. Nem sempre era possível saber se haveria algum desconto próximo de nós”, conta a dupla. Além de centralizar ofertas coletivas e organizá-las por cidades, o NossoDesconto também permite que o usuário acompanhe as promoções ativas do dia por e-mail, Facebook e Twitter.
Entretanto, os internautas não são os únicos beneficiados por este "agregador de ofertas". Os próprios sites que disponibilizam a venda dos produtos e serviços também ganham ao obter mais publicidade de sua marca e das ofertas. Os comerciantes e empresários também podem aproveitar a oportunidade para aquecer as vendas e dar visibilidade aos negócios, como é o caso do paulista Elias Freire Junior, que, em apenas dois dias, vendeu 800 bolinhos em sua loja de cupcakes. "Onde mais eu conseguiria anunciar a minha lojinha a dezenas de milhares de pessoas gastando pouco?", surpreende-se Freire em entrevista à revista Veja (2010).
0/0/2010 - 17:38:15
Centro de Habilitação realizará confraternização
O Centro de Habilitação Ana Cordeiro realizará no Dia 17 de Dezembro uma confraternização para fechar mais um ano trabalho. O Centro há bastante tempo prepara jovens e adultos a partir de 15 anos de idade com deficiência intelectual, a desenvolverem de forma satisfatória suas atividades. Os alunos do centro têm acesso às oficinas de aprendizagem e profissionalização, como Marcenaria, Encadernação, Palhinha, Artes, além de salas de inclusão, alfabetização, jogos, Horticultura e AVD (Atividades da Vida Diária).
O centro oferece serviços de recursos multifuncionais, Atendimento terapêutico, Serviço Social, Psicologia, Neurologia, Clínica Médica, Psicopedagogia, Fonoaudióloga e Nutrição.
Buscando uma interação entre, os jovens, família e escola, o centro realizará a confraternização que contará com a participação do DJ Kaká que animará o evento a tarde inteira além da realização de várias atividades entre elas a eleição da Garota e Garoto Ana Cordeiro.
Para a diretora da Escola Margarida Nunes Rêgo a realização dessa atividade é de extrema importância para os jovens,pois a maioria deles só desfrutam desse tipo de lazer quando a escola oferece, a diretora frisa a ainda a importância da participação da família e de todos os colaboradores da escola que somam para a realização desse evento.
A confraternização será na própria escola que fica situada na Rua Hermínio Conde S/N, Bairro Tabuleta Zona Sul de Teresina, o evento terá inicio às tarde 3 da tarde e se estenderá até ás 18 horas e terá como atividade final um lanche coletivo.
0/0/2010 - 17:38:15
Alunos de Jornalismo criam comunidade para Centro de Habilitação
Os alunos do 6ª período de Jornalismo da FSA, Faculdade Santa Agostino, convidam a todos para participar da comunidade do Centro de Habilitação Ana Cordeiro. Assim como a conhecer o ambiente e os trabalhos desenvolvidos pelos alunos e professores que ao centro participam.
O (CHAC) Centro de Habilitação Ana Cordeiro há bastante tempo desenvolve ações e atividades em beneficio a pessoas com retardo mental,que necessitam de atenção e acompanhamento tanto do centro como da população
O Centro de Habilitação Ana Cordeiro (CHAC), foi criado em 26 de agosto de 1968 pelo Serviço Social do Estado. A partir de 1970, passou para a responsabilidade da Secretaria Estadual de Educação, Localizada na Rua Hermínio Conde, Bairro tabuleta, zona Sul de Teresina.
O Centro atende 132 alunos, e oferece atividades de integração, profissionalização e aprendizagem, como oficinas de marcenaria e encadernação. Na oficina artística os alunos com a ajuda dos professores fazem pinturas nos objetos fabricados nas oficinas, além de apresentações culturais.
Isa Oliveira
0/0/2010 - 17:38:15
Você é Invejoso ou Invejado?
Você é Invejoso ou InvejadoDiariamente somos alvos da inveja! Em alguns casos, invejamos e somos invejados. Ela não é infortúnio dos outros. Precisamos tomar muito cuidado, porque somos discretamente seduzidos e tentados por ela. Tal como Caim, as pessoas estão à procura de um Abel para invejarem. Em alguns casos até matam, mas na maior parte das vezes, os invejosos gastam toda a sua existência em busca de “armadilhas” para atraírem os seus alvos. Como explicar esse lamentável desvio humano?
O filósofo do pessimismo Schopenhauer define como natural e mesmo inevitável que o homem transfira a própria carência, contemplando o prazer e conquistas alheias. Para isto, cria um ódio contra àquela pessoa que ele julga possuir àquilo que ele próprio (invejoso) gostaria para si. Lança sobre o invejado a censura, o escárnio, zombaria e calúnia como consolo para a sua deficiência. Os invejosos usam como escudo, a tentativa de destruição (normalmente moral) de suas vítimas.
Quanto melhor e mais notável estiver o invejado, pior estará o invejoso. Não há o menor equilíbrio nessa balança, aliás, ela se sustenta justamente pelo desequilíbrio de sentimentos. Somos condenados a viver na escuridão porque a nossa luz cega os olhos do invejoso. E é na espreita que ele age. Recolhido em sua insignificância, observa e vigia cada passo do seu alvo. Num conflito e contradição sentimental, ao odiar o sucesso alheio, se masturba mentalmente com as conquistas que sonha para si e no ápice de seu orgasmo regozija-se na imagem do outro, para em seguida cair em desgraça e desconsolo próprios. O invejoso é paradoxal por natureza. No empenho da desconstrução, ele acaba contribuindo ainda mais com a construção de sua vítima, fortalecendo-a, destacando-a em cada apontamento de defeito ou de imperfeição.
Olho AzulPara as pessoas que são invejadas, eu recomendo continuarem com a sua vida de brilho e luz! Não acreditem que “falem bem ou falem mal, mas falem de mim” seja construtivo. Não é essa a base que fundamenta o sucesso. Os invejosos sempre existirão e a eles cabe apenas o mundo próprio, perdido em frustrações e carências. Melhor do que ser reconhecido por um invejoso é reconhecer-se bom e capacitado em suas virtudes.
Para as pessoas invejosas, não posso recomendar nada mais do que descobrirem a própria vida. Parem de apontar defeitos nos outros! Construam a sua personalidade e faça com que ela ganhe vida própria. Podem até espelharem-se nos invejados, afinal, eles são seus ídolos, mas não destruam a moral alheia para satisfazerem um ego doente. O tratamento está na certeza de que quanto maior o mal desejado, maior será a cova que abrigará o que resta de si mesmos.
Jackie Freitas
0/0/2010 - 17:38:15
Portal GloboRadio e Planeta Voluntários iniciam parceria virtual
O Portal GloboRadio criou uma rádio exclusiva para o site planeta voluntários com músicas de artistas engajados ou com mensagens por um mundo melhor. Na lista estão U2, Gilberto Gil, Michael Jackson entre outros artistas. O objetivo é criar uma trilha sonora temática para quem navega no site entrar no clima das causas sociais. O banner do Portal também vai ter um destaque es pecial no planeta voluntários e vice-versa.
O Portal GloboRádio reúne as rádios tradicionais Beat98, CBN, BHfm e Rádio Globo, além de outras 40 emissoras temáticas e as online Multishow FM, Globo FM, Rádio GNT e Rádio Zona de Impacto. Assim, os internautas acessam notícias, especiais musicais, promoções e interagem com as emissoras pelas redes sociais.
O Planeta Voluntários é um site não governamental, apartidário e ecumênico, criada em maio de 2009 por iniciativa do empresário Marcio Demari, da empresa Demari & Ferreira, sediada em Londrina, Paraná, no Brasil, com a visão de desenvolver a cultura do tr abalho voluntário organizado, que levará o serviço voluntariado a auxiliar milhões de brasileiros e entidades que necessitam de todo tipo de ajuda;a missão é a de conectar pessoas, que, através da transformação pessoal e social, destinam-se a construir uma solução justa, pacífica e sustentável para o mundo, refletindo a unidade de toda a humanidade. O site conta com uma Rede Social que cruza as informações dos voluntários com as instituições cadastradas, sendo um elo entre elas.
Bárbara Ferraz
Planeta Voluntários
Poque Ajudar Faz bem !!!
A maior Rede Social de ONGs e Voluntários do Brasil..